Estou entre o sábado e o domingo, oficialmente já é domingo de manhã, e resolvi escrever sobre esse primeiro dia de draft. Cof, Cof Na verdade só vi a primeira rodada que durou cerca de 3h30, depois de um tempo, fica muito chato. Cof, Cof Apesar de que eu adorei aquele intervalo da saladinha-que-não-é-salada do Taco Bell. Yum?

“Cadê o alface?” “Procura embaixo do feijão”. Meu tipo de salada! O Draft foi… Um começo de temporada. Já entrei no clima e gostei de ter assistido, mas a não ser que você seja um fã doentezão pelo esporte, não recomendo que assistam mais do que a primeira rodada (não assistirei amanhã). Comentei um pouco em tempo real no Twitter Garota NFL e achei bem bacana a experiência, embora meus comentários não sejam dos mais tradicionais, podemos dizer… Talvez eu comente alguns jogos quando a temporada começar. A ESPN daqui fez um grande feito ao transmitir pela primeira vez ao vivo o Draft da NFL, mesmo que só por 2 horas, e tiveram mais de 400 comentários no blog, um número bom, haja vista que na temporada passada foram uns 3 mil por partida, e esse Draft é chato pra caramba se comparado com uma partida, e ficou no ar pouco mais do que o tempo de uma partida. Gente, sério, podem parar de reclamar AGORA. Acredito que os chefões do canal aqui no Brasil ainda não estejam levando fé no esporte e estão cedendo espaço aos poucos, correndo o menor risco possível de perder audiên$cia. Se a audiência realmente for boa, não vejo porque não esperar para 2010 pelo menos a transmissão do primeiro dia do draft, ou ao menos a transmissão da primeira rodada inteira, afinal, ano passado o Super Bowl foi ao vivo in loco na Florida. Mas isso é minha análise sem fundamento (que aliás, é o nome dessa série de artigos, por uma excelente razão). Então, ó, todo mundo assistindo ao The Book Is On The Table (toda sexta, 20h, na ESPN, programa de análise de esportes americanos, com Everaldo Marques, Paulo Antunes e Juca Kfouri), todo mundo de olho na temporada quando começar, mesmo que assistam pela internet, mesmo que odeiem os comentários do PA (sacrilégio!!), deixa ligado no mudo sem ninguém ver. Finalmente, minhas primeiras impressões do evento - achei muito estranho como às vezes os torcedores vaiavam as escolhas dos seus próprios times. No início, não entendi porque os jogadores não largavam a bosta do telefone celular antes de um certo time anunciar sua escolha. Depois, alguém no Twitter (ou alguéns, sorry, foram muitas pessoas) me disse que era o jogador acertando valores e detalhes com o time em questão, que estava escolhendo naquele momento. Ok, mas isso ainda não fez completo sentido pra mim, pois depois dos times anunciarem o tal jogador, ele ainda continuava com o tititi. Ora, se já foi escolhido, já era, meu filho! Se quiserem te pagar 1 dólar por touchdown, vai ter que aceitar! Ô, coisa chata. E achei incrível como tiveram trocas até por escolhas do draft de 2010! Bizarro, e se o time em questão se der bem e ficar com a escolha lá atrás, 30ª, por exemplo? Ah, uma coisinha engraçada que eu não comentei aqui e que comentaram bastante na transmissão americana é o “oposto do first overall pick”, o Mr. Irrelevant, ou Senhor Irrelevante. Ele é o último jogador escolhido no Draft, o último das 7 rodadas. Ou seja, 32 jogadores em 6 rodadas + 31 jogadores na sétima rodada = 223 jogadores foram escolhidos antes dele. Gente, que maldade o nome, não? Outra coisa muito importante que eu aprendi confirmei é que Mock Draft é Mock. Mock Draft é um zero a esquerda, uma meia branca no fundo da gaveta, gelatina na barriga, chuva na piscina. Não é nada, é só chute. Ninguém sabe o que vai acontecer, não adianta ficar analisando. Tudo bem, como já disse aqui, até entendo que fiquem analisando que tipo de posição que o time tenha deficiência e a escolha lógica de função de jogador que um time deve escolher, mas daí a avaliar todos os jogadores de todas as universidades que entraram pro draft para todos os times?! É muita falta do que fazer, vamos combinar. Do top 5 do meu Mock Draft, só um foi escolhido no sábado, o Mark Sanchez (mais do que suficiente!), e foi um rolo danado. O pick (escolha) dele foi uma troca dos Cleveland Browns com os New York Jets, que saltaram da escolha número 17 da primeira rodada para uma quinta escolha. Pagaram um preço ridículo enorme grande por isso: a décima sétima escolha deles (Jets), a escolha da segunda rodada e três (!) jogadores. Tudo isso pro Cleveland ceder a quinta escolha, e consequentemente, o direito ao Sanchez. Sim, tudo isso. Ui. Já tem gente maldosa por aí falando que ele vai ser o draft bust da temporada. Será? O Paulo Antunes e outros comentaristas do USA encheram a boca pra falar que os braços do moço são pequenos demais. Sinto dizer que concordo plenamente. Esse daí não serve nem pra lavar o banheiro aqui de casa. Favor jogar o menino aqui no meu lixinho. Ai, ai… Esses braços pequenos me abraçando…

April 26 2009, 1:57am | Original Link »